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Asas para Voar - APAE de Jundiaí do Sul, PR

Asas para Voar

Dona Esmeralda tinha um filho excepcional, aleijado: Clodoaldo, a grande cruz da sua vida. Um dia, Dona Esmeralda passou pelo Orfanato da cidade. Falou com a Irmã Diretora do estabelecimento e obteve o que desejava: um coleguinha para seu filho passar o tempo, nos fins de semana. A escolha recaiu em Luiz Henrique, um menino ligeiramente corcunda, de rosto triste, 11 anos de idade.

Clodoaldo, afeiçoou-se rapidamente ao novo amigo. Brincavam juntos, viam televisão, escutavam música. E a mãe recomendava constantemente:

"Meu filho seja muito delicado com o Luiz Henrique para não magoá-lo. Trate-o como se fosse um garoto normal, igual a todos os outros."

Em um sábado a tarde, os dois meninos curtiam juntos um programa infantil, olhos fixos no televisor. Em dado momento a mãe escutou seu filho dizer a Luiz Henrique:

"Luiz Henrique, você sabe o que é isso nas suas costas? É o lugar onde estão as suas asas. Qualquer hora dessas Deus vai abrir e você sairá voando como os anjos..."

Emocionada, Dona Esmeralda foi abraçar os garotos, buscando disfarçar as furtivas lagrimas que rolavam dos seus olhos.

Lição: As crianças tem olhos, coração, sensibilidade e sabedoria que nós, adultos, por vezes, desconhecemos ou deixamos morrer, definhar.

Rebelamo-nos tão facilmente contra o sofrimento, porque não descobrimos ainda os segredos do milagre. Um defeito, conflitos, angustias, cruzes, dores e desafios podem dar-nos asas para sobre voar o comodismo, a mediocridade.

Quando aceitos com humildade, fracassos, derrotas e limitações, não raro se convertem em degraus de crescimento na Escada da Vida.

Pe. Roque Schneider, SJ
SEMANA NACIONAL DA PESSOA COM DEFICIENCIA INTELECTUAL E MULTIPLA - 2011

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